Mostrar mensagens com a etiqueta Ilha da Magia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ilha da Magia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de outubro de 2009

A festa da Ostra

Antes mesmo de ir à 11º Fenaostra, aqui na Capital, já havia comentando com algumas pessoas e elogiado a competente divulgação da festa. Foram utilizadas todas as mídias possíveis, além das ferramentas sociais que a web dispõe, de uma maneira gostosa, atrativa e, principalmente, convidativa. Pelo menos das que eu pude ver, foi a televisão, e-mails, blogs, além da panfletagem. Esses tipos de abordagem foram comuns, foram, mas a difença estava no tipo da abordagem.
Projetos gráficos modernos e bonitos, preços acessíveis e os shows nacionais com certeza estão agradando o público. Abusaram dos recursos do site e dos blogs ,de uma maneira bem eficiente para se aproximar ainda mais do público.








A corte circulando pela festa.Crédito: Portal da Ilha


Agora sobre a festa em sí.Estive ontem, no primeiro dia do evento, degustei a gastronomia baseada na ostra, é claro, rs. Ia ter um 'piriri' se não comesse algo tendo como tema essa iguaria (reflexo da forte aborgem em torno do evento, rs). A festa está bonita, colorida, decorada com inspiração na nossa cultura açoriana, tem música e muita personalidade mané andando para lá e para cá. O preço da entrada é justo, levando em consideração o preço cobrado pela comida lá dentro. Um espetinho de camarão chega a custar R$10 (AMMMM???). No mais, a festa está bonita de se ver e, principalmente, para ir comer.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Não, ainda não fiquei rica


Só pra avisar a quem interessar...estou sumida, mas não fui eu a ganhadora da bolada da Mega-Sena!

Quem será o sortudo ao a sortuda? Como Floripa é uma ervilha, se eu não conheço, provavelmente um amigo meu conhece alguém que conhece o mais novo milionário do pedaço.


Quer saber? Vou é começar a apostar também. Vai que minha sorte inata começa a descambar para o setor financeiro, hein, hein?


Fique por dentro do que andam falando sobre o ganhador



Tatiane

domingo, 11 de outubro de 2009

A vontade de passar o dedão é maior

Um carro de fórmula 1 coberto de glacê, do tamanho de uma criança de cincos anos mais ou menos, tem sindo vítima de dedões descontrolados e insanos. O adocicado confeito está aportado na padaria do Angeloni de Capoeiras, em Florianópolis. Mesmo uma placa solícita pedindo para não passar os dedos na obra, não poupou o veículo de várias digitais impressas em sua cobertura. É incrível o desejo do ser humano de burlar as regras, não é? Se tudo que é proibido é mais gostoso, então o glacê devia estar uma delícia. Prefiro acreditar que sejam só dedinhos de crianças curiosas descobrindo a vida.Rs.


Tatiane.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cenas do cotidiano ilhéu: Berbigão do Boca 2009


Uma festa mais que tradicional na Ilha da Magia, o Berbigão do Boca já se tornou uma necessidade para os adeptos da folia carnavalesca. A concentração dos foliões começa uma semana antes do carnaval, uma forma de já ir entrando no clima, e o ponto de encontro é o Mercado Público, que vira um formigueiro colorido, muito colorido. Lá pelas tantas horas da tarde, o povo toma conta do Largo da Alfândega, do Ars e do Camelódromo Municipal.
A diversidade é muita. Do branco ao preto, da balconista ao empresário, todos se encontram ali. O objetivo é um só: o prazer do batuque, a energia de animação única, uma verdadeira apoteóse, como dizem. Tudo regado ao líquido indispensável nesse período festivo: a cerveja gelada, geladíssima, diga-se de passagem.
Eu estive nessa manifestação popular, no dia 13 de fevereiro, sexta-feira, e registrei alguns momentos da festa. Do viúvo à menina dançarina, dos amigos às figuras exóticas, o Berbigão do Boca colocou o seu bloco na rua.
Confira!

Tatiane.


Antes do bloco engatar a primeira e sair pelas ruas do Centro da cidade, uma banda de pagode animou a tarde dos foliões. De vestido branco, a draq queen, dava show e mostrava seus passos de samba.

O viúvo, cantor de MPB (isso foi o que ele disse), traz seus discos dentro do carro para vender. Estava sentado nessa banquinha de cerveja, porque, segundo ele, era a única que tinha a bebida, realmente, gelada. O vendedor de cervejas (que não aparece na foto), tentava conquistar sua freguesia utilizando este argumento e o viúvo como prova, para se diferenciar da concorrência, que não era pouca.

Olha a menina dançarina, ali, de blusa branca e macacão rosa pink.
Ela estava em cima da mureta, dançava e requebrava até o chão. Um verdadeira rainha do carnaval mirim.
PRÓXIMA FOTO NA PÁGINA SEGUINTE.

Alguns dos vendedores de cervejas.

Eles faziam duas latas por R$5. O latão, de 400ml, custava R$3, e esta era a opção preferida dos beberrões.
Outros foliões já preferiam as bebidas mais impactantes como a batida de maracujá, de procedência pra lá de duvidosa, com o custo-benefício de R$5 o litro. Bom, né? rsrs...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Cenas do cotidiano ilhéu





Realmente ela não sabia com quem estava falando. O jovem que recebia o decreto estarrecedor da mulher devia ter seus vinte e poucos anos e estava acompanhado de uma moça. Os dois vestiam calças pretas, os cabelos eram pretos e eles estavam carregando mochilas. Tinham um jeito difente, um estilo "alternativo" de se vestir, digamos.

Eles se encontravam na Casa da Memória, em Florianópolis. Digo que, sinceramente, o rapaz não esperava receber aquela resposta da mulher, não mesmo. Qualquer um, menos ele.

Ela foi enfática:

- Não é possível. Só em março. "Fulano de tal" está de licença-prêmio, ele é quem cuida de tudo relacionado ao Zininho*, e só volta mês que vem.

O garoto insistiu:

- Mas é para um trabalho que eu preciso entregar em março.

A mulher:

- Infelizmente, só em março, pois "Fulano de tal" trabalhou anos com o Zininho, e ele é que tem mais informações a passar.

Enquanto isso, eu fazia hora no local e lia uns livros esperando a chuva que molhava esta tarde, passar. Eu sabia quem era garoto, eu sabia com quem a mulher estava falando.

Voltando...

O garoto foi relutante, realmente ele precisava do material do Zininho:

- Olha, como pode isso?! Só em março? O lugar não pode parar de funcionar só porque o "Fulano de tal" está de férias. Eu conheço o "Fulano de tal".

Dessa vez ele preferiu ser mais direto:

- Eu conheço o "Fulano de tal" porque sou neto do Zininho!


Uma atmofesra de embaraço, por parte da mulher, tomou conta do cenário. Eu imediatamente parei de ler o livro que segurava.

- Ah, sim, claro, por isso mesmo, já que conheces ele, ele só volta em março. Mas posso te mostrar o acervo musical do seu avó, se você quiser, claro...


Nesse exato momento, a chuva deu uma trégua. Não quis que parecesse que estava prestando atenção na conversa deles. Me retirei do local. Agora, a mulher já sabia com quem estava falando.


Por curiosidade:

Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, (Biguaçu, 8 de maio de 1929 — Florianópolis, 5 de setembro de 1998) foi um compositor brasileiro de música popular.

Nascido na localidade de Três Riachos, durante a infância viveu no Largo 13 de Maio (atual Praça Tancredo Neves), tendo o antigo casario da rua Menino Deus e o Hospital de Caridade como vizinhos. Sua adolescência foi no continente, no balneário do Estreito. Desde jovem, foi atraído por atividades radiofônicas. Trabalhou nas rádios Diário da Manhã e Guarujá, onde fez de tudo um pouco: cantor, rádio-ator, sonoplasta, técnico de som e produtor.

Foi nesta época de ouro do rádio, nas décadas de 1940 a 1960, que compôs mais de cem músicas, de marchinha a samba-canção. Destacam-se "A Rosa e o Jasmim", "Quem é que não chora", "Princesinha da Ilha" e o Rancho de Amor à Ilha, escolhido em 1965, através de um concurso, como hino oficial do município de Florianópolis.

Depois da manifestação de um enfisema, Zininho recolheu-se em seu apartamento, no bairro continental do Abraão. Sucumbiu à moléstia em 5 de setembro de 1998.

Foto do post: Casa da Mémoria de Florianopolis. A autoria do registro eu desconheço, catei pelos Google's da Vida.

Tatiane.