Que tal um remember???? Segue um texto que escrevi em fevereiro do ano que se findou! Hoje, exatamente hoje, passei por esse sentimento que vivi há quase um ano, quando escrevi esta crônica. Lá vai:
Ah, saudade...
Chega a ser piegas falar de saudade, todo mundo fala. Aliás, ultimamente as pessoas dizem que sentem saudade mesmo sem senti-la, assim como dizem "eu te-amo" a torto quanto é direito.
Mas saudade é um assunto eterno, universal, sempre atual.
Talvez hoje, eu tenha sentido muito saudade, por isso estou falando dela. Ah, Saudade....
Saudade daquilo que passou por mim tão rápido feito uma locomotiva e nem me deixou tempo de embarcar, para viajar junto e viver uma história que nem chegou existir.
Saudade de quem passou, atiçou minha alma e nem quis saber, fez por fazer, só pra viver o momento e deixou saudade... Uma saudade que durou mais tempo que o momento vivido.
Também sinto saudade daquilo que não vivi. Dos sonhos que criei, imaginei, fiz história, mas não chegou a se concretizar. Essa saudade dói mais. É o gostinho do que poderia ser e não foi. Essa é a minha saudade mais forte, hoje.
Tem que ter sido bom para deixar esse sentimento. Saudade só se sente daquilo que foi gostoso, do que fez bem. Já reparou como as pessoas insistem numa relacionamento que já acabou há tempo, que não existe mais, na esperança de viver o que foi bom? Elas vivem uma eterna saudade.
Tem saudade boa e saudade ruim. É boa quanto te faz feliz ao lembrar e nada mais. E tem aquela ruim, que te faz sofrer, pelo fato de não poder mais viver aquele momento. Hoje sinto um pouco de saudade boa, com uma pitada da ruim. Tô aprendendo com a vida que nem tudo pode ser na hora em que a gente quer.
Ah, Saudade, que nostalgia no meu semblante... Deixa eu vivê-la bem, agora, nesse exato momento eu a estou sentido...
Tatiane.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Perfil: Pe. Vilson Groh
Nada mais justo do que findar o ano de 2010 com uma reportagem de um ser humano exemplar. Quero desejar meus votos de uma forma diferente: contando a história (ou parte dela) de uma pessoa que tem a generosidade como alimento, e o espírito de empatia como bússula para guiar.
Um feliz natal. Um feliz ano novo!
Aos leitores deste humilde blog, abaixo o perfil do Pe. Vilson Groh.
O SACERDOTE DA FAVELA

Na Rua General Vieira da Rosa, no número 610, no centro de Florianópolis, mora um padre. Não simplesmente um padre, mas sim, um padre progressista que optou por não somente pregar a palavra de Deus, mas, por buscar trazer, se não da paz dos céus, pelo menos um pouco da dignidade aos excluídos da sociedade e esquecidos pelos governantes.
É lá, na rua íngreme, uma das adjacentes que levam a um dos principais morros de Florianópolis, o Monte Serrat, que Padre Vilson escolheu para viver há 26 anos. O local é palco entre disputas de traficantes e onde acontece um dos comércios de drogas da região. Mas é também neste lugar que uma centelha de esperança brota todos os dias, ou melhor, várias. Afinal, é lá no número 610 que além de dormir e celebrar uma missa todas as manhãs na capela ao lado de sua casa, que padre Vilson preside o Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA). O centro atende mais de 15 mil crianças e jovens pobres dos morros da capital, nos horários em que não estão na escola.
Do celibato ao morro
No ano de 1955, em Brusque, município distante 100 quilômetros de Florianópolis, nascia aquele que iria escrever um destino com mais justo aos favelados da capital catarinense. Vilson Groh é o primogênito de um rebento de onze filhos. Os pais, Floriano e Adélia Groh, tiravam o sustento dos filhos da fábrica onde trabalhavam, a Renoux. E se tinha algo de espontâneo nessa família, era o espírito de coletividade. Tinham por hábito colocar o dinheiro que recebiam numa caixinha, e ali se dividia tudo o que tinha para o consumo da casa. Virtude essa adquirida por Vilson e evidente marca de sua personalidade até hoje. É dividindo o que consegue, por meio de patrocínio e leis de incentivo, que a dignidade, tão esquecida nos embrenhos das favelas, faz emergir ali.
A ligação com os movimentos sociais começou cedo, aos 12 anos, quando ia às reuniões do sindicato da Renoux no lugar do pai, que já não as freqüentava mais por divergências de opiniões com os participantes. O pequeno Vilson participava dos encontros para assinar a ata de presença, que era o que garantia o recebimento de sua bolsa de estudos. Em função disso, nesse período, começa seu envolvimento com as questões da classe trabalhadora.
Em 1969, o contexto histórico do país passava por uma época turbulenta. Este ano fora instaurado o ato Constitucional nº5, no mesmo período em que Vilson, aos 15 anos, decidira seguir pela vida eclesial. A igreja, nesse período, era única que possuia certa liberdade, aí o interesse do jovem pela cristandade.
No seminário, no bairro de Azambuja, Vilson passa a entrar em contato com a literatura francesa, aonde se encanta com os ideais de Abbé Pierre, padre que abandonou a cátedra para se juntar aos pobres. A partir daí começa seu olhar mais crítico e indignado pela discrepância no descaso dos governantes com os pobres. A opção pelo sacerdócio, segundo o próprio Vilson, se deu pela vontade de querer lutar pela igualdade social.
Em 1983, inicia um marco importante para Florianópolis. O padre vai morar no morro Mont Serrat. A contra gosto do arcebispo Dom Eusébio, que tentou impedi-lo de tudo quanto é jeito de continuar seu trabalho nos morros justificando que não cabia a um sacerdote cumprir com esse papel. Chegou a oferecer bolsas de estudos na Europa para tirá-lo de lá. Não teve jeito. O ímpeto humanitário do padre falou mais alto e, lá seguiu ele, rumo ao pé do morro. Como castigo, Vilson fora desligado do Instituto Teológico onde foram retiradas varias funções que lhe cabiam.
Já no morro, o sacerdote dos pobres intensifica mais do que nunca seu trabalho em movimentos sociais tendo como de norte de sua saga a atuação em partidos políticos (sem ser um), a teologia da libertação, o mundo universitário e o Movimento sem Terra. O padre arregaça as mangas da batina, e começa a limpar toda a sujeira debaixo do tapete e reclama do serviço mal feito.
Um trabalho contínuo pelos excluídos
É difícil quem não tenha ouvido falar sobre Padre Vilson na cidade, sendo que sua vida social intensa é atrelada aos morros e, estes, mais do que nunca, têm seus destaques no noticiário da região. Uma das conquistas idealizadas e obtidas pelo padre e a comunidade, e que é usufruída por toda Florianópolis, é o Direto do Campo, antigo Cestão do Povo. Lá a população adquire alimentos diretos do produtor, mais baratos e acessíveis para população.
Como não só de alimento vive o homem e sendo contínuo o crescimento do narcotráfico nas comunidades de Florianópolis, Vilson cria no final de década de 80, entre sua humilde casa e a capela de Mont Serrat, o Centro Cultural Escrava Anastácia. O projeto hoje abarca várias ações que vão desde capacitação profissional para qualificar jovens para o mercado de trabalho, através do Primeiro Emprego – já foram inseridos mais de 1.300 -, até a criação de uma Incubadora Popular de Cooperativas para a geração de renda que conta com uma confecção de moda jovem, uma panificadora e confeitaria, uma estética, uma loja em soluções em informática e, por fim, uma lojinha de artesanatos feitos com material reciclável. Dentre tantas outras ações, é de destaque a que apóia vitimas de crimes e violência com apoio jurídico e psicológico. Conforme Padre Vilson, as matrizes dos projetos têm como viés o trabalho continuo, que começa quando criança, passa pela adolescência até inseri-las no mundo universitário através do pré-vestibular gratuito.
O reconhecimento
Apesar dos inúmeros reconhecimentos pelos trabalhos que realiza, a vaidade é algo que nem de perto passa pelo padre. Na casa simples e pequena em que vive, localizada um pouco abaixo do CCEA - basta abrir a porta e virar a esquerda que Groh consegue ter uma visão panorâmica de seu legado - os troféus ficam quase escondidos em meio aos tantos livros que possui na estante. Em 2008, na sua primeira edição, o “Prêmio Betinho – Atitude Cidadã 2008, homenageou Vilson por sua luta diária contra a fome e pela promoção da cidadania. O mais recente, e que talvez receba um lugar privilegiado entre o apinhado de obras literárias em sua biblioteca particular, é o troféu “Amigo da Comunidade”. A homenagem é feita pelo Grupo RBS àqueles que tiveram iniciativas em prol da melhoria da sociedade catarinense. No dia 25 de novembro, em Joinville, Vilson recebeu o prêmio.
A luta continua
A tribuna da Câmara de Vereadores de Florianópolis, no dia 9 de novembro, serviu de palco para um pedido afiado do padre. Ele pediu que fosse suspensa pela Secretaria de Obras, órgão ligado à prefeitura, a demolição da casa de Seu Rui, morador do Maciço do Morro da Cruz (região central que faz ligação entre diversos morros de Florianópolis). A casa de Rui e de outras pessoas foram construídas em áreas de preservação ambiental. Moradores ainda fazem manifestações reivindicando que, antes das demolições, sejam entregues a eles as novas casas, para depois serem demolidas as antigas.
Nessa mesma noite, o padre convocou apoio aos vereadores para seus projetos sociais voltados aos jovens. Armado de argumentos, Vilson usou como exemplo os custos das prisões com os de seus trabalhos. Conciso, destacou que os valores com um menor na São Lucas, centro de internamento que abriga menores infratores, custa 3mil reais por mês, e um jovem em seu programa vale somente 250 reais. Em dezembro, o governo do estado de Santa Catarina trará para Florianópolis o tenor italiano Andrea Bocelli. A pechincha do evento: nada menos que 2 milhões de reais. Segundo Vilson, 1/3 do cachê do tenor sustentaria cerca de 300 jovens no seu projeto “Procurando Caminho”.
Com a agenda apertada, os projetos para tocar, verbas para viabilizar, reuniões a cumprir e o centro cultural para presidir, o sacerdote da favela ainda precisa arrumar tempo para as filmagens de uma reportagem em sua homenagem em função do troféu que acaba de receber. Uma das lideranças comunitárias mais representativas da região precisa vestir sua batina, pois também tem missa para celebrar.
Tatiane Dores da Silva, jornalista.
Um feliz natal. Um feliz ano novo!
Aos leitores deste humilde blog, abaixo o perfil do Pe. Vilson Groh.
O SACERDOTE DA FAVELA

Na Rua General Vieira da Rosa, no número 610, no centro de Florianópolis, mora um padre. Não simplesmente um padre, mas sim, um padre progressista que optou por não somente pregar a palavra de Deus, mas, por buscar trazer, se não da paz dos céus, pelo menos um pouco da dignidade aos excluídos da sociedade e esquecidos pelos governantes.
É lá, na rua íngreme, uma das adjacentes que levam a um dos principais morros de Florianópolis, o Monte Serrat, que Padre Vilson escolheu para viver há 26 anos. O local é palco entre disputas de traficantes e onde acontece um dos comércios de drogas da região. Mas é também neste lugar que uma centelha de esperança brota todos os dias, ou melhor, várias. Afinal, é lá no número 610 que além de dormir e celebrar uma missa todas as manhãs na capela ao lado de sua casa, que padre Vilson preside o Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA). O centro atende mais de 15 mil crianças e jovens pobres dos morros da capital, nos horários em que não estão na escola.
Do celibato ao morro
No ano de 1955, em Brusque, município distante 100 quilômetros de Florianópolis, nascia aquele que iria escrever um destino com mais justo aos favelados da capital catarinense. Vilson Groh é o primogênito de um rebento de onze filhos. Os pais, Floriano e Adélia Groh, tiravam o sustento dos filhos da fábrica onde trabalhavam, a Renoux. E se tinha algo de espontâneo nessa família, era o espírito de coletividade. Tinham por hábito colocar o dinheiro que recebiam numa caixinha, e ali se dividia tudo o que tinha para o consumo da casa. Virtude essa adquirida por Vilson e evidente marca de sua personalidade até hoje. É dividindo o que consegue, por meio de patrocínio e leis de incentivo, que a dignidade, tão esquecida nos embrenhos das favelas, faz emergir ali.
A ligação com os movimentos sociais começou cedo, aos 12 anos, quando ia às reuniões do sindicato da Renoux no lugar do pai, que já não as freqüentava mais por divergências de opiniões com os participantes. O pequeno Vilson participava dos encontros para assinar a ata de presença, que era o que garantia o recebimento de sua bolsa de estudos. Em função disso, nesse período, começa seu envolvimento com as questões da classe trabalhadora.
Em 1969, o contexto histórico do país passava por uma época turbulenta. Este ano fora instaurado o ato Constitucional nº5, no mesmo período em que Vilson, aos 15 anos, decidira seguir pela vida eclesial. A igreja, nesse período, era única que possuia certa liberdade, aí o interesse do jovem pela cristandade.
No seminário, no bairro de Azambuja, Vilson passa a entrar em contato com a literatura francesa, aonde se encanta com os ideais de Abbé Pierre, padre que abandonou a cátedra para se juntar aos pobres. A partir daí começa seu olhar mais crítico e indignado pela discrepância no descaso dos governantes com os pobres. A opção pelo sacerdócio, segundo o próprio Vilson, se deu pela vontade de querer lutar pela igualdade social.
Em 1983, inicia um marco importante para Florianópolis. O padre vai morar no morro Mont Serrat. A contra gosto do arcebispo Dom Eusébio, que tentou impedi-lo de tudo quanto é jeito de continuar seu trabalho nos morros justificando que não cabia a um sacerdote cumprir com esse papel. Chegou a oferecer bolsas de estudos na Europa para tirá-lo de lá. Não teve jeito. O ímpeto humanitário do padre falou mais alto e, lá seguiu ele, rumo ao pé do morro. Como castigo, Vilson fora desligado do Instituto Teológico onde foram retiradas varias funções que lhe cabiam.
Já no morro, o sacerdote dos pobres intensifica mais do que nunca seu trabalho em movimentos sociais tendo como de norte de sua saga a atuação em partidos políticos (sem ser um), a teologia da libertação, o mundo universitário e o Movimento sem Terra. O padre arregaça as mangas da batina, e começa a limpar toda a sujeira debaixo do tapete e reclama do serviço mal feito.
Um trabalho contínuo pelos excluídos
É difícil quem não tenha ouvido falar sobre Padre Vilson na cidade, sendo que sua vida social intensa é atrelada aos morros e, estes, mais do que nunca, têm seus destaques no noticiário da região. Uma das conquistas idealizadas e obtidas pelo padre e a comunidade, e que é usufruída por toda Florianópolis, é o Direto do Campo, antigo Cestão do Povo. Lá a população adquire alimentos diretos do produtor, mais baratos e acessíveis para população.
Como não só de alimento vive o homem e sendo contínuo o crescimento do narcotráfico nas comunidades de Florianópolis, Vilson cria no final de década de 80, entre sua humilde casa e a capela de Mont Serrat, o Centro Cultural Escrava Anastácia. O projeto hoje abarca várias ações que vão desde capacitação profissional para qualificar jovens para o mercado de trabalho, através do Primeiro Emprego – já foram inseridos mais de 1.300 -, até a criação de uma Incubadora Popular de Cooperativas para a geração de renda que conta com uma confecção de moda jovem, uma panificadora e confeitaria, uma estética, uma loja em soluções em informática e, por fim, uma lojinha de artesanatos feitos com material reciclável. Dentre tantas outras ações, é de destaque a que apóia vitimas de crimes e violência com apoio jurídico e psicológico. Conforme Padre Vilson, as matrizes dos projetos têm como viés o trabalho continuo, que começa quando criança, passa pela adolescência até inseri-las no mundo universitário através do pré-vestibular gratuito.
O reconhecimento
Apesar dos inúmeros reconhecimentos pelos trabalhos que realiza, a vaidade é algo que nem de perto passa pelo padre. Na casa simples e pequena em que vive, localizada um pouco abaixo do CCEA - basta abrir a porta e virar a esquerda que Groh consegue ter uma visão panorâmica de seu legado - os troféus ficam quase escondidos em meio aos tantos livros que possui na estante. Em 2008, na sua primeira edição, o “Prêmio Betinho – Atitude Cidadã 2008, homenageou Vilson por sua luta diária contra a fome e pela promoção da cidadania. O mais recente, e que talvez receba um lugar privilegiado entre o apinhado de obras literárias em sua biblioteca particular, é o troféu “Amigo da Comunidade”. A homenagem é feita pelo Grupo RBS àqueles que tiveram iniciativas em prol da melhoria da sociedade catarinense. No dia 25 de novembro, em Joinville, Vilson recebeu o prêmio.
A luta continua
A tribuna da Câmara de Vereadores de Florianópolis, no dia 9 de novembro, serviu de palco para um pedido afiado do padre. Ele pediu que fosse suspensa pela Secretaria de Obras, órgão ligado à prefeitura, a demolição da casa de Seu Rui, morador do Maciço do Morro da Cruz (região central que faz ligação entre diversos morros de Florianópolis). A casa de Rui e de outras pessoas foram construídas em áreas de preservação ambiental. Moradores ainda fazem manifestações reivindicando que, antes das demolições, sejam entregues a eles as novas casas, para depois serem demolidas as antigas.
Nessa mesma noite, o padre convocou apoio aos vereadores para seus projetos sociais voltados aos jovens. Armado de argumentos, Vilson usou como exemplo os custos das prisões com os de seus trabalhos. Conciso, destacou que os valores com um menor na São Lucas, centro de internamento que abriga menores infratores, custa 3mil reais por mês, e um jovem em seu programa vale somente 250 reais. Em dezembro, o governo do estado de Santa Catarina trará para Florianópolis o tenor italiano Andrea Bocelli. A pechincha do evento: nada menos que 2 milhões de reais. Segundo Vilson, 1/3 do cachê do tenor sustentaria cerca de 300 jovens no seu projeto “Procurando Caminho”.
Com a agenda apertada, os projetos para tocar, verbas para viabilizar, reuniões a cumprir e o centro cultural para presidir, o sacerdote da favela ainda precisa arrumar tempo para as filmagens de uma reportagem em sua homenagem em função do troféu que acaba de receber. Uma das lideranças comunitárias mais representativas da região precisa vestir sua batina, pois também tem missa para celebrar.
Tatiane Dores da Silva, jornalista.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Arvorezinha, arvorizão...
Em princípio o escandâlo da árvore de natal de Floripa não acabou em pizza. Foram suspensos os pagamentos das parcelas da árvore à Palco Sul, assim como as apresentações da programação de Natal.
Tatiane
Tatiane
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Ficante é diferente de peguete
A reportagem do Jornal da Tarde, agorinha mesmo, tentava definir as novas modalidades de relacionamentos existentes. Eis que, então, a produção chamou alguns adolescentes para explica-las e defini-las. Bom, imagino a confusão na cabeça dos nossos pais (aqueles acima de 40 anos) e dos nosso avós (esses é bom nem tentar explicar), mas tentarei resumir o que entendi. A unanimidade entre a garotada foi que namoro é namoro e pronto. É compromisso. Já ficante, genêro conhecido entre a maioria, é aquele que tu fica com certa frequência, no entanto, tem a liberdade de ficar e conhecer outras pessoas, sem cobranças. Agora, o 'gran finale', a mais nova modalidade: o peguete. Essa, compreende aquelas situações em que tu ficas com a pessoa bem de vez em quando, esporadicamente. Repare: é diferente de ficante.
Vamos tentar entender:
Namoro (grau de compromisso elevado exige satisfações e respeito mútuo)
Ficante (grau de compromisso médio - Ou seja, nada de showzinhos ou crise de cíumes, mas é preciso respeitar o ficante e não pegar outro na frente dele)
Peguete (sem grau de compromisso - bundalelê total)
O curioso durante a reportagem é que, no grupo, tinha um casalzinho abraçadinho. Perguntados pela repórter o que eles eram, adivinha? Ficantes.
Resumo disso tudo? No final o objetivo é um só: todo querem encontrar alguém, querem namorar. Afinal, o ser humano não nasceu para solidão, muito menos, ficar sozinho.O tempo pode passar, o comportamento também, mas a essência do ser humano, a base que os guia e norteia desde que o mundo é mundo, é uma só: Ser amado pelo que é, especialmente quando isso vem do sexo oposto.
Tatiane.
Vamos tentar entender:
Namoro (grau de compromisso elevado exige satisfações e respeito mútuo)
Ficante (grau de compromisso médio - Ou seja, nada de showzinhos ou crise de cíumes, mas é preciso respeitar o ficante e não pegar outro na frente dele)
Peguete (sem grau de compromisso - bundalelê total)
O curioso durante a reportagem é que, no grupo, tinha um casalzinho abraçadinho. Perguntados pela repórter o que eles eram, adivinha? Ficantes.
Resumo disso tudo? No final o objetivo é um só: todo querem encontrar alguém, querem namorar. Afinal, o ser humano não nasceu para solidão, muito menos, ficar sozinho.O tempo pode passar, o comportamento também, mas a essência do ser humano, a base que os guia e norteia desde que o mundo é mundo, é uma só: Ser amado pelo que é, especialmente quando isso vem do sexo oposto.
Tatiane.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Felicidade de comercial
Eu vi uma criança correr e um pai equilibrar sua pequena filha, ensinando-a a andar de bicicleta...
Também vi um casal de passarinhos voar de um banco para o outro, emitindo um canto celestial...
Vi o cachorro em latidos correr de seu dono;eles que levam seus pequenos bichanos para exercitar seus músculos...
Vi um casal namorando, olhando o mar e fazendo planos para o futuro...
Vi o tio vendendo caldo de cana, meninas emitindo gritinhos ao tentar manobras mais difíceis de patins...
Vi pais aproveitando seu famigerado tempo ao lado dos filhos. Uns sentados em improvisadas cadeiras de praia, outros no banco...
Vi uma profusão de barulho e tipos de gente...
E era barulho de felicidade. Tinha cheiro de comercial de margarina. Todos felizes. Parecia mentira, que a qualquer instante alguém iria me chamar e me acordaria, ou que dentro de alguns segundos o próximo comercial passaria.
Em meio ao caos urbano que vivemos, dá um prazer inestimável saber que, ainda existe condições de viver momentos como estes...
Eu vi tudo isso cheia de esmero...senti a felicidade em seu ápice, numa singela tarde de domingo, em uma simples caminhada, no Parque de Coqueiros...
Tatiane (dando uma de poeta).
Também vi um casal de passarinhos voar de um banco para o outro, emitindo um canto celestial...
Vi o cachorro em latidos correr de seu dono;eles que levam seus pequenos bichanos para exercitar seus músculos...
Vi um casal namorando, olhando o mar e fazendo planos para o futuro...
Vi o tio vendendo caldo de cana, meninas emitindo gritinhos ao tentar manobras mais difíceis de patins...
Vi pais aproveitando seu famigerado tempo ao lado dos filhos. Uns sentados em improvisadas cadeiras de praia, outros no banco...
Vi uma profusão de barulho e tipos de gente...
E era barulho de felicidade. Tinha cheiro de comercial de margarina. Todos felizes. Parecia mentira, que a qualquer instante alguém iria me chamar e me acordaria, ou que dentro de alguns segundos o próximo comercial passaria.
Em meio ao caos urbano que vivemos, dá um prazer inestimável saber que, ainda existe condições de viver momentos como estes...
Eu vi tudo isso cheia de esmero...senti a felicidade em seu ápice, numa singela tarde de domingo, em uma simples caminhada, no Parque de Coqueiros...
Tatiane (dando uma de poeta).
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A inconsequência dá lugar ao bom senso
Aprovada PEC para restabelecimento do diploma em Jornalismo
No último dia 11, a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Além disso, foi publicado na última sexta-feira (13) o acórdão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com os relatórios dos nove ministros que se manifestaram contra a obrigatoriedade do diploma. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) continua acompanhando o processo e repercutindo as novidades em seu site www.fenaj.org.br
(Fonte: Boletim Eletrônico do curso de Jornalismo da Estácio de Sá)
Tatiane.
No último dia 11, a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Além disso, foi publicado na última sexta-feira (13) o acórdão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com os relatórios dos nove ministros que se manifestaram contra a obrigatoriedade do diploma. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) continua acompanhando o processo e repercutindo as novidades em seu site www.fenaj.org.br
(Fonte: Boletim Eletrônico do curso de Jornalismo da Estácio de Sá)
Tatiane.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Palavra do Presidente
“Quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programação cultural, quanto mais debate político, mais democracia nós vamos ter neste país e menos monopólio nós vamos ter nos meios de comunicação do nosso País”.(Luis Inácio Lula da Silva em reportagem no site Comunique-se)
Um presidente que não nem medo da imprensa, que respeita e incentiva a democratização da informação, só pode ser um político com ideias isentas. A passos lentos e discretos,nosso Brasil muda. Não para a classe média, mas, para quem realmente precisa!
Tatiane.
Um presidente que não nem medo da imprensa, que respeita e incentiva a democratização da informação, só pode ser um político com ideias isentas. A passos lentos e discretos,nosso Brasil muda. Não para a classe média, mas, para quem realmente precisa!
Tatiane.
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